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CALÊNDULA

Nome Científico:
Calendula officinalis  L.

Família botânica:
Asteraceae ( Compositae )


Nomes populares:
bem-me-quer, margarida-dourada, maravilhas, maravilhas-dos-jardins, calêndula-hortense (Portugal), pot marigold (Inglês, Estados Unidos), etc.

Origem ou Habitat:
Mediterrâneo e Ilhas Canárias.

Características botânicas:
Erva anual, aromática e ornamental, apresenta talos eretos e ramificados, medindo 50 cm de altura; folhas oblongas-lanceoladas, pilosas em ambas as faces, medindo de 5-15 cm de largura e margens dentadas, de coloração verde-claro; capítulo grande, 3-7 cm de diâmetro, formado por flores ligulares de cor amarelo ou alaranjado, brilhantes e dispostas em filas simples ou duplas e também por flores tubulares centrais. O fruto é um aquênio espinhoso e curvado. Multiplica-se por sementes.

Partes usadas:
Flores

Uso popular:
Sua principal atividade é cicatrizante e reconstituinte da pele, como ferimentos, queimaduras, furúnculos, abscessos e irritações.
Por ser antiinflamatório e antimicrobiano ( bactérias e fungos), tem ação sobre faringites, amigdalites, acne (espinhas).
Usada no tratamento de alergias de pele e rinite alérgica. Auxilia no tratamento de asma.
Tem ótimo efeito em problemas dermatológicos causados pelo sol, como eczemas e dermatites.
Também é eficaz em conjuntivites (olhos), otites crônicas ( ouvidos) e periodontias (gengivas).
Tem ação sobre úlceras gástricas e melhora a digestão.
É importante no tratamento de infecções do aparelho genital feminino. Ação específica em tricomoníase e candidíase.
Ótimo efeito sobre o sapinho infantil (candidíase oral).
Regula a menstruação devido sua atividade estrogênica. Tem efeito em cólicas menstruais. Importante no climatério.
Tem efeito sobre vermes intestinais.
Foi demonstrada ação antitumoral.
Outros usos: A flor da calêndula pode fazer parte de saladas, como adorno.
Tem muita importância como corante de alimentos e de tecidos.

OBS.: Usada como medicinal e como corante pelos árabes e hindus desde a antiguidade.


Composição química:
Óleo essencial: apresenta uma concentração variável, até 0,12% em flores liguladas e até 0,4% em receptáculo; mono e sesquiterpenos oxigenados (carvona, geranilacetona, cariofilencetona, mentona, isomentona, y-terpineno, y e @-cadineno, cariofileno, a e b-iononas, etc.
Carotenoides: calendulina, b-caroteno, licopeno, neolicocina, rubixantina, violaxantina, citroxantina, zeína, crisantemoxantina, flavoxantina, auroxantina, luteína, etc. Os carotenoides são compostos estáveis, sendo solúveis em gorduras e insolúveis em água.
Flavonóides: são constituídos principalmente por derivados do quercetol (quercetin-3-0-glicósido) e do isorramnetol.
Álcoois triterpênicos pentacíclicos: arnidiol, faradiol, a e b-amirina, ácido faradiol-3-mirístico, ácido faradiol-3-palmítico, lupol, taraxasterol, calenduladiol, etc.
Outros: ácido málico, mucilagens, saponinas, resinas, gomas, taninos, poliacetilenos, esteróis (b-sitosterol, estigmasterol, campesterol, metil-enecholesterol e colesterol), ácido salicílico, princípio amargo (calendina) e inulina (raiz). (Alonso, 2004)


Ações farmacológicas:
Possui propriedades antibacterianas e fungicidas, devido principalmente aos terpenos oxigenados. Ação antiviral, antiedematosa e anti-inflamatória verificada na experimentação animal (Proença da Cunha et al., 2003).

Efeitos adversos e/ou tóxicos:

Nas doses usuais não é tóxico.
Em alguns países é considerada suplemento alimentar.


Contra-indicações:

É contra-indicada para gestantes e a quem amamenta.


Posologia e modo de uso:
Infusão– uma colher das de sobremesa das flores secas em uma xícara de água. Tomar até três xícaras ao dia. Para uso externo ou lavagens vaginais, deve ser feito cozimento com 60 ou 80 gramas das flores para um litro d´água. Pode ser usada na forma de pomadas ou cremes.





Referências:

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

LOPES, A.M.V. Plantas usadas na medicina popular do Rio Grande do Sul. Santa Maria: UFSM, 1996.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 5ª ed. São Paulo: Ibrasa, 1997 .

PROENÇA DA CUNHA et al. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003.

http://www.tropicos.org/ - Acesso em: 16 de maio de 2011.

http://www.henriettesherbal.com/faqs/medi-cont.html - Acesso em 20: de julho de 2011.