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          As plantas são garantia da existência para a maioria das espécies que compõem a cadeia da vida. A sobrevivência e desenvolvimento da humanidade foram sustentados na interdependência com as plantas. Inicialmente, nos proporcionaram alimento e abrigo. Posteriormente, estabeleceram-se outras relações com a flora, as quais evoluíram em diversas dimensões.

          Ao observarmos marcas legadas de nossa pré-história, pode-se inferir o uso mágico da flora, possivelmente contribuindo no enfrentamento de nossas primeiras angústias existenciais.

          Observador perspicaz, o ser humano experimentou plantas e destacou variedades capazes de reduzir sofrimentos e estabeleceu uma dimensão terapêutica para a flora. Esta prática permaneceu e chegou à atualidade, transpondo novas dimensões culturais, estabelecendo a distinção como “medicinal” para incontáveis espécies vegetais. Desta forma, as plantas adquiriram um status social e importância econômica, destacando-se como possibilidade mercadológica de ponta.

          As plantas não são boas nem ruins. São apenas criaturas que cumprem seu papel na natureza. Fazem parte da diversidade de formas que a vida escolheu para se manifestar e manter-se no planeta. “Sua utilidade, se a planta é “boa” pra isso ou “boa” para aquilo”, depende dos usos que as outras formas de vida, dentre elas, o ser humano faz dela! Podem ser utilizadas como abrigo nas intempéries, nutrição, medicamento, adorno, cosmético e até arma, desde uma clava até um veneno fatal. As plantas aproximam as pessoas porque são um bom assunto para conversas.